Informações e notícias sobre Business Intelligence e Tecnologia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

BI: seis tendências que sua empresa precisa saber

Fonte: ComputerWorld



BI: seis tendências que sua empresa precisa saber

Elas podem ajudar a obter maior retorno do investimento e são vitais para impulsionar a adesão à tecnologia.

Por MICHAEL CORCORAN *



A tecnologia de Business Intelligence (BI) tem tido um enorme impacto positivo nas empresas. Nos últimos anos, tornou-se uma das tecnologias de software mais implementadas no mundo dos negócios, ajudando gestores e analistas a manterem-se a par das atividades das empresas. Contudo, do ponto de vista do usuário, a tecnologia de BI só agora começa a alcançar o seu potencial.
De fato, identifiquei seis formas que considero vitais para impulsionar a adesão às ferramentas de BI e obter maior retorno do seu investimento.
1: Servir uma audiência mais abrangente
Durante anos ouvimos como o BI está sendo direcionado para as massas. Quanto mais consumidores de informação se tem, maior será o retorno do investimento de BI. Contudo, para verdadeiramente disponibilizar estas aplicações a todos na empresa, é necessário fornecer aos usuários um elevado grau de informação através de uma interface simples, que não exija formação.
Com a informação correta disponível de forma fácil, todos na organização se tornam potenciais decisores, quer seja nos serviços de apoio ao cliente, ou na distribuição, produção, área administrativa, etc. O enfoque do BI passou dos analistas, que necessitam de ferramentas complexas para criar e analisar informação, para os colaboradores, que apenas necessitam aceder a conteúdos significativos rápida e facilmente.
2: Disponibilizar a informação ativa
Apesar de serem necessárias ferramentas de BI profissionais para analistas, esta nova face do BI envolve a disponibilização de informações relevantes aos usuários dentro do contexto das suas atividades diárias. Por exemplo, um colaborador de call center poderá receber um alerta a avisar sobre novos descontos em determinados produtos, para que este possa promovê-los aos clientes. Um representante comercial pode depender da visão de um sistema de BI para detectar pedidos acima de determinado valor para depois recomendar um fornecedor baseando-se em promoções e disponibilidade. Da mesma forma, os representantes comerciais podem receber atualizações sobre assuntos de clientes envolvendo as suas contas, enquanto os representantes de produção recebem alertas sobre o aumento da ordem de volumes, que pode ter impacto na produção.
À medida que a natureza do BI se torna mais operacional tem, igualmente, de se tornar mais previsível. Estes colaboradores não deverão ter que pesquisar relatórios ou submeter consultas. A informação relevante deverá encontrá-los e as aplicações de BI deverão ser desenvolvidas para reagir às atividades operacionais existentes. A tecnologia de integração inserida nesta ferramenta é a chave para estas aplicações de BI, chamado de BI dinâmico: falamos de acessar dados, pesquisar por mensagens, sincronizar acontecimentos de negócio e submeter transações baseadas em um fluxo de trabalho pré-definido. Isto permite que essas aplicações “detectem” acontecimentos e tomem ações de acordo com parâmetros pré-definidos (tais como reenvio de informação para um agente tomar a decisão).
3: Implementar o BI como um serviço
À medida que os ambientes de BI se tornam mais operacionais, as suas capacidades tomam geralmente a forma de serviços que podem ser apresentados através de portais, painéis de controle, etc. Este tipo de aplicação abre uma nova dimensão para a indústria de BI, à medida que as empresas aplicam o conhecimento do seu domínio a uma indústria particular ou vertical.
Por exemplo, além de ajudar empresas a gerir pessoas e pagamentos, algumas empresas de RH estão também oferecendo serviços de armazenamento de dados e de capacidades analíticas, para criar relatórios. Observamos uma tendência semelhante com empresas de cartões de crédito, que deixam comerciantes analisarem os dados de transações geradas para compreender os padrões de compra dos consumidores. O que têm estas aplicações de BI em comum? Estão implementadas como serviços para uma base de clientes existente. Mais importante, todas partem do que é geralmente um centro de custo e o transformam em um centro de lucro.
4: Integração de pesquisas
O valor real da tecnologia de pesquisa revela-se quando se consegue alimentar o serviço de busca a partir de todas as fontes de informação da empresa e analisar resultados ao longo desse percurso. Idealmente, os usuários deverão poder pesquisar o conteúdo empresarial tão facilmente como usam o seu serviço de busca favorito na Web. Isto permitirá que tenham acesso ao conteúdo de BI dinâmico e adicionalmente a fontes de dados estruturados e não estruturados dentro da empresa.
Com a fácil localização de dados relevantes através da pesquisa por palavras-chave simples, a empresa irá obter ganhos significativos de produtividade, pois os usuários gastarão menos tempo para pesquisar a informação.
Infelizmente, a maioria das ferramentas de BI oferece apenas capacidades de pesquisa rudimentares. Trabalham através da construção de um índex consolidado de dados da empresa. Apenas uma pequena quantidade de informação de business intelligence é arquivada, o que limita a utilidade deste modelo.
Ao utilizar tecnologia de integração embutida, o ambiente de BI pode melhorar o valor das pesquisas. Por exemplo, quando uma transação é processada pelo seu sistema ERP, este pode inserir a informação no índex de pesquisa, para que os usuários possam encontrar de imediato os dados quando iniciam as pesquisas. Estes usuários podem começar com pesquisas tipo Google e depois enriquecer com transacções associadas e bases de dados para encontrar informação adicional, correlacionando eventos à medida que continuam.
5: Dar pernas ao BI com aplicações móveis
Os “smartphones” atuais têm telas e teclados que permitem acessar e visualizar facilmente conteúdo enriquecido da Web. À medida que os colaboradores descobrem as capacidades destes dispositivos, solicitam cada vez mais o acesso a dados corporativos. Se conseguem enviar e-mails ou navegar a Web nos seus telefones, porque não podem acessar ao último resultado de vendas ou solicitar um relatório de vendas?
Contudo, ainda se colocam alguns problemas. Uma vez que a memória e poder de processamento da maioria dos dispositivos móveis não corresponde às dos computadores, torna-se crítico entregar apenas a informação relevante. Além disso, as aplicações móveis de BI não deveriam requerer que os usuários instalem nenhum software extra no seu telefone. Os criadores de BI devem ter atenção, pois o cenário ideal é o desenvolvimento de aplicações centralizadas, baseadas na Web, que consigam receber pedidos e introduzir informação facilmente para os usuários móveis.
Claro que mostrar relatórios e alertas é apenas o começo. Para compreender o total potencial de uma solução de BI móvel, os usuários necessitam também conseguir analisar dados. Este é ainda um desafio que só agora começa a ter alguma resposta com os Active Reports.
6: Data warehouses não são a única solução
Os armazéns de dados não devem ser implementados sem uma clara compreensão dos desafios de negócio que são desenhados para resolver. Existem muitas formas de disponibilizar informação exata.
Algumas alternativas a considerar são a derivação de dados diretamente de fontes operacionais (ou uma cópia dessas fontes estabelecidas para relatórios); a inserção de dados no data warehouse à medida que determinadas transações ocorrem; criação de informação desencadeada por determinadas ocorrências na base de dados; ou a utilização de serviços Web para criar relatórios e entregar informação diretamente a usuários de negócio.
As atuais aplicações de BI dinâmicas, operacionais e integradas provam que não se necessita sempre de um data warehouse como fonte para as suas atividades de BI.
Em suma, os atuais ambientes de BI dão às empresas uma nova forma de servir os clientes, interagir com os parceiros de negócio e disponibilizar informação a todos os tipos de usuários – em alguns casos criando até novas linhas de negócio. O BI não envolve meramente a construção de um data warehouse e a disponibilidade de ferramentas para geração de relatórios. Implica uma estrutura preditiva que atenda uma grande parte da empresa utilizando capacidades de análise simples, mas poderosas, inseridas nas rotinas de trabalho.
Os criadores de BI devem empenhar-se para tornar as suas aplicações mais acessíveis através de acesso aos dados em tempo real, análise móvel e pesquisa empresarial – idealmente como parte de uma arquitetura orientada para o serviço. Isto irá permitir ao BI chegar a uma mais vasta audiência e rentabilizar enormemente o investimento realizado.
(*) Michael Corcoran é vice-presidente de Marketing de Produtos da Information Builders.

Entrevista - Oscar Ferreira fala sobre e-Business Intelligence

Fonte: Ponto Marketing



Entrevista – Oscar Ferreira fala sobre e-Business Intelligence





Inteligência de negócios é uma atividade fundamental para as empresas que desejam ter as melhores ações estratégicas dentro do mercado no qual estão inseridas. Identificar oportunidades, prever movimentos da concorrência e antecipar-se ao que vem a seguir é importante para a administração estratégica. A internet permite que essa inteligência de negócios tenha aplicações ainda mais eficientes.

Entrevistamos Oscar Ferreira, palestrante e instrutor de e-Business Intelligence, e buscamos mais detalhes sobre essa nova área da gestão estratégica de negócios.


Ponto Marketing – Os gestores atuais estão preparados para lidar com e-Business Intelligence? Qual o esforço do mercado em adquirir conhecimento nessa área?


Oscar Ferreira: São poucos os gestores que podem ser considerados analíticos, ou seja, que baseiam suas decisões em cima de informações que vieram da enorme quantidade de dados circulantes nas empresas. Há um grande esforço do mercado em transformar dados em informações. São investidos bilhões de reais em ferramentas analíticas que conseguem medir grande parte dos dados que circulam tanto na internet quanto em canais de venda. O grande problema que vejo é que, quando a cultura da empresa não é analítica, gastam-se milhões para usar nem 10% do potencial que essas ferramentas possibilitam. Então a quebra de paradigma é: mais cultura analítica somada a ferramentas práticas, usuais e de baixo custo.

PM – Qual o perfil ideal para um profissional que deseja entrar nessa área?


OF: Pensar em objetivos a todo momento. O mais difícil para esse tipo de profissional é ter uma visão holística do negócio, saber que tipos de informação ele precisa, pra que, por que e quando.

PM - E-Business Intelligence serve para todo tipo de empresa?


OF: Sim, desde pequenas empresas até gigantes. Todas elas nos seus respectivos graus de investimento.

PM - É possível ou recomendável às empresas que terceirizem o e-Business Intelligence para outras empresas ou profissionais autônomos?


OF: Sinceramente, não acredito na terceirização desse processo sem que a empresa esteja completamente aculturada. A terceirização pode vir como uma boa solução na área de consultoria, principalmente na gestão estratégica, mas a mudança tem que ser total e irrestrita dentro da uma corporação analítica.

PM – Há alguma desvantagem ou ressalva na adoção do e-Business Intelligence?


OF: Sempre digo para os alunos do curso que há desvantagens quando erramos. O erro mais comum em e-Business Intelligence é achar que investir em tecnologia vai resolver todos os seus problemas. Pelo contrário, vai criar mais problemas, dores de cabeça, reuniões desnecessárias, relatórios enormes cheios de dados, mas sem significado, e por aí vai. Então essa é a maior desvantagem. Mas se houver consciência de que:
  • É um investimento de médio a longo prazos;
  • É uma mudança de gestão e não só de tecnologia;
  • Deve envolver toda a empresa e não só algumas áreas;
  • Dados são diferentes de informações;
as vantagens serão enormes! E sim, se torna uma grande vantagem competitiva.



Oscar Ferreira será o facilitador no curso e-Business Intelligence, realizado pela Trespontos, em Recife (Boa Viagem), nos dias 20 e 21 de agosto. Garanta sua vaga clicando aqui e fazendo sua inscrição.


Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/gestao/entrevista-oscar-ferreira-fala-sobre-e-business-intelligence/#ixzz1VP2hVrNO
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fonte: Portal Segs


Rede de Hospitais São Camilo utiliza BI para planejamento estratégico


A aplicação, desenvolvida com o objetivo de atender às necessidades do Balanced Scorecard (BSC), permite aos gestores um acompanhamento online e gerenciamento das metas, indicadores, processos, planos de ação e projetos
 
O business intelligence (BI) permite às instituições de saúde reunir em uma única plataforma todas as informações das diversas unidades de apoio da instituição hospitalar, possibilitando o monitoramento e comparação do desempenho da instituição com outras referências no mercado, gerando mais competitividade e facilidade na tomada de decisões. Dentro desse contexto, visando consolidar, padronizar e disponibilizar indicadores de desempenho, qualidade e processos, a Rede de Hospitais São Camilo implementou uma plataforma de BI da MicroStrategy. O resultado foi um ganho em confiabilidade das informações, que passaram a ser distribuídas e acompanhadas online pelos gestores de todos os níveis de operação. 
 
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é formada por três Unidades localizadas nos bairros paulistanos da Pompeia, Santana e Ipiranga, com capacidade para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade. As três unidades contam com 620 leitos e um quadro clínico de aproximadamente seis mil médicos altamente capacitados, que prestam atendimento humanizado e com qualidade a mais de três milhões de pacientes por ano. 
 
Segundo Alexandre Oliveira Menezes, gerente de TI corporativo do Hospital São Camilo, a aplicação de BI foi desenvolvida especificamente para atender às necessidades do Balanced Scorecard (BSC), possibilitando à instituição hospitalar a criação de uma cultura de gestão estratégica, capaz de gerar alinhamento, foco e facilitar a execução de um planejamento participativo. Anteriormente à implementação, as informações gerenciais não eram consolidadas e estavam disponíveis em planilhas, com redundância e dados divergentes.
 
“As informações tornaram-se qualitativas e passaram a ser disponibilizadas de maneira mais ágil. Por meio de indicadores estratégicos, conseguimos acompanhar todas as metas e objetivos em tempo real. Com isso é possível adotar, quando necessário, planos de ação para correção de desvios, por exemplo”, ressalta Alexandre.
 
Um portal centraliza todos os dados estatísticos, indicadores e, principalmente, a aplicação de BSC. Essas informações são disponibilizadas a todas as áreas dos hospitais pertencentes à Rede São Camilo. As lideranças tanto dos departamentos administrativos como da área assistencial, incluindo desde o superintendente  até supervisores ou encarregados, têm acesso a essas informações.  O tamanho do banco de dados da instituição é de aproximadamente 600 GB.
 
A solução de business intelligence da MicroStrategy é utilizada desde 2000 em conjunto com o MV Portal, que é um portal de informações gerenciais e consolidadas que disponibiliza conteúdos via web, gerados pelo ERP MV2000, ferramenta de gestão desenvolvida pela MV Sistemas. A Rede São Camilo também utiliza o MicroStrategy Architect ™ para  desenvolver e agregar ao Portal dados de outros sistemas, como por exemplo, o da área de recursos humanos, que não  é gerenciado pelo ERP da  MV. 
 
Em relação aos planos futuros, diante dos resultados positivos, a ideia é continuar estendendo a aplicação do BI dentro da instituição. O próximo passo será atender a demanda da área médica por indicadores clínicos. “Já iniciamos um projeto piloto e o resultado foi recebido com entusiasmo pelo  corpo clínico. Também temos como objetivo um projeto de geração de indicadores na área da qualidade, devido às certificações nacionais e internacionais que a Rede possui, como por exemplo, ONA (Organização Nacional de Acreditação), Acreditação Canadense e agora a Joint Commission”, explica o executivo.
 
Sobre a MicroStrategy
 
Fundada em 1989, a MicroStrategy é líder global em tecnologia de business intelligence (BI). O software da MicroStrategy permite que organizações líderes em todo mundo analisem uma vasta quantidade de dados armazenados corporativamente para melhores tomadas de decisões. A plataforma da MicroStrategy disponibiliza informações acionáveis para os usuários de negócios via web e dispositivos móveis, incluindo iPad, iPhone e Blackberry. As companhias escolhem a MicroStrategy pela sua facilidade de uso, análises sofisticadas e superior escalabilidade de dados e usuários. A MicroStrategy  disponibiliza download gratuito de seu software para gerar relatórios em seu website. Para saber mais sobre a MicroStrategy (Nasdaq: MSTR) visite www.microstrategy.com e nos siga no Facebook (http://www.facebook.com/microstrategy) e no Twitter (http://www.twitter.com/microstrategy).
 
MicroStrategy, MicroStrategy Business Intelligence Plataform e MicroStrategy 9 são marcas registradas da MicroStrategy Incorporated nos Estados Unidos e em diversos países. Outros nomes de produtos e companhias mencionados aqui podem ser marcas registradas de seus respectivos proprietários.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Minersus - Ambiente de mineração de dados do SUS

Fonte: Minersus.org

O Projeto

Início

O projeto teve sua origem como uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, cujo resultado prático foi um ambiente para mineração de dados disponível para uso, denominado MINERSUS.


Motivação

A Saúde Pública é garantida a todos os cidadãos brasileiros através do Sistema Único de Saúde (SUS) que se materializou, juridicamente, com a Constituição Federal de 1988 e pelas Leis Orgânicas da Saúde em 1990. 
A operacionalização deste complexo Sistema de Saúde demanda um grande volume de informações para subsidiar mecanismos de controle, processos, procedimentos e, sobretudo, a tomada de decisão e a elaboração de políticas públicas de Saúde. A coleta, processamento e disseminação de informações para o SUS é de responsabilidade de um órgão subordinado ao Ministério da Saúde, denominado Departamento de Informática do SUS (DATASUS) que, para cumprir essa tarefa, desenvolveu vários sistemas de informação destinados à gestão do SUS, tais como, Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA), Sistema de Informações Hospitalares (SIH), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC).
Embora os sistemas do DATASUS produzam um grande volume de informação, eles não estão integrados, cada sistema mantém seus dados em bases isoladas, e, conseqüentemente, o uso de técnicas e ferramentas computacionais destinadas à produção de informação gerencial torna-se muito difícil.
A dificuldade para mineração e extração de informação gerencial, a partir das bases de dados do SUS, evidenciou a necessidade da criação de um ambiente computacional adequado à produção de informações para apoio na gestão da Saúde Pública, contendo as bases dos diversos sistemas integradas e ferramentas adequadas à mineração e ao processamento analítico dos dados.
A criação de um ambiente computacional que permita a produção de informação gerencial a partir dos dados dos sistemas de informação do DATASUS pode representar um importante elemento de apoio à gestão da Saúde Pública, além de contribuir para os estudos epidemiológicos e os de vigilância sanitária. 
A ciência da computação apresenta técnicas e ferramentas destinadas ao processamento analítico (OLAP - On-line Analytical Processing) e à descoberta de conhecimento em bases de dados (Mineração de Dados). A aplicação dessas técnicas aos dados dos sistemas de informação do DATASUS pode representar um importante elemento de apoio à gestão da Saúde Pública, além de contribuir para estudos epidemiológicos e de vigilância sanitária.
As técnicas OLAP e de mineração de dados vêm sendo aplicadas com êxito em diversos segmentos empresariais. Na área da Saúde, especificamente na Saúde Pública, há exemplos bem sucedidos da aplicação dessas técnicas, porém, há algumas particularidades no contexto brasileiro que dificultam a sua aplicação. Ajustes são necessários para que os resultados sejam tão eficazes como em outros segmentos do mercado. Alguns pontos, como falta padronização, tabelas versionadas, integridade referencial e outros contribuem para a dificuldade na aplicação de tais técnicas no contexto da Saúde Pública brasileira.
Apesar dos problemas e dificuldades, os benefícios que podem ser obtidos motivaram os esforços para o projeto e desenvolvimento de um ambiente computacional para extração de informações através da mineração das bases de dados do SUS.
Partindo da necessidade de criação deste ambiente surgiu uma pergunta: Quais são os componentes adequados para este ambiente? Esta questão foi adotada como objeto de pesquisa e sua resposta constitui o objetivo deste trabalho, que é a proposição e implementação de um ambiente computacional capaz de extrair informações analíticas através da mineração das bases de dados do SUS.


Características do Ambiente

O ponto de partida foi a investigação dos principais desafios e peculiaridades para implantação de uma solução analítica na área da Saúde Pública, e, com base nestes desafios, foram estabelecidas algumas premissas para o ambiente computacional: 
As principais premissas estabelecidas para o ambiente foram:
-          Produzir a informação a partir de um armazém de dados que integra os dados dos diversos sistemas do SUS;
-          Prover um mecanismo para efetuar a carga dos dados, dotado de funcionalidades destinadas à solução dos problemas de qualidade dos dados;
-          Prover um mecanismo que facilite a análise tempo-espacial de eventos, como, por exemplo, epidemias;
-          Prover um mecanismo para tratar adequadamente o versionamento das tabelas;
-          Integrar as técnicas OLAP e de Mineração de Dados de maneira transparente ao usuário, como parte do processo analítico num fluxo gradativo e contínuo;
-          Prover uma interface simples para o usuário extrair a informação gerencial sem a necessidade de um especialista para preparar os dados ou criar relatórios.
O ambiente computacional proposto foi implementado integralmente, incluindo a análise e documentação das bases de dados dos sistemas do SUS, a modelagem do armazém de dados, a carga dos dados, a implementação dos componentes para carga e produção de informação.
Os componentes propostos para o ambiente são dotados de características adequadas ao contexto dos sistemas de informação do SUS, como por exemplo, downloads e extração de arquivos que, embora sejam tarefas simples, consumiriam aproximadamente três horas de trabalho em cada carga. Outros recursos, tais como análise de estrutura, análise de conteúdo e versionamento de tabelas, contribuem para garantir a qualidade da informação produzida.
O uso de assistentes com textos explicativos para conduzir as ações do usuário, mostrou-se uma estratégia decisiva para a facilidade de uso da ferramenta, além de reduzir a possibilidade de o usuário produzir informações inadequadas. Isto facilitaria a disseminação do ambiente para outros usuários, além de gestores da saúde pública, como pesquisadores, estudantes e até mesmo cidadãos comuns.
Uma das grandes contribuições proporcionadas pelo ambiente é a agilidade na elaboração de relatórios integrando dados dos diferentes sistemas da saúde pública. No contexto atual, a produção de um relatório contendo dados de diferentes sistemas do SUS demanda um esforço de cinco horas, em média, de um profissional com habilidade num conjunto de ferramentas necessárias à obtenção, extração e integração de dados. Com o ambiente, o próprio gestor da saúde consegue obter tais informações em alguns minutos.
A integração das tecnologias OLAP e de Mineração de Dados no ambiente proposto é bem mais abrangente do que a simples existência das duas tecnologias numa mesma plataforma; as atividades de mineração de dados complementam o processo analítico, dando ao gestor de saúde mais informação que a produzida pela tecnologia OLAP.
Um dos diferenciais entre o ambiente proposto e algumas ferramentas para mineração de dados existentes, é a abrangência. Tais ferramentas são destinadas exclusivamente para a mineração de dados, enquanto o ambiente proposto permite desde a emissão de um simples relatório até a descoberta de conhecimento (por exemplo, gastos abusivos) por meio das técnicas de mineração, e tudo isto num fluxo gradativo e contínuo, sem a necessidade de um profissional de informática para preparar os dados ou criar relatórios.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Opinião: Alterações de mercado levam à generalização do Business Intelligence

Fonte: Sapo.pt

Alterações de mercado levam à generalização do Business Intelligence
Por Ricardo Ricarte (*)


Actualmente estamos a assistir a uma generalização da área de Business Inteligence (BI). A tecnologia que até hoje só estava ao alcance "dos grandes", ou a um grupo restrito de utilizadores, principalmente devido ao preço das ferramentas e dos projectos, é hoje uma tecnologia muito mais acessível a todas as empresas e a um número maior de utilizadores. 


Esta generalização é o resultado das muitas alterações do mercado de BI dos últimos anos, mas ainda longe da sua maturidade. Salientam-se algumas dessas alterações como o aparecimento de soluções Open Source, que vieram fortalecer as ofertas nesta área. Mas talvez a maior alteração é o crescimento da noção de informação, como elemento estratégico e fundamental para a empresa. 


Ricardo RicarteCada vez mais, existe a necessidade da informação em tempo real, para fundamentar e suportar a tomada de decisão. Esta nova realidade levou a que os fabricantes se aproximassem mais dos clientes e do seu negócio, a fim de entenderem as suas necessidades. Com esta nova visão surgiu no mercado o BI operacional, que veio introduzir nos processos analíticos das empresas a estrutura do negócio operacional, capaz de desencadear estas mesmas tomadas de decisão. A ideia é fornecer aos utilizadores informação inteligente em tempo real, alinhada com a estratégia da empresa, contribuindo assim para alcançar a perfeição operacional.


Para que o BI operacional consiga fornecer esta informação é necessário que seja alimentado por dados real-time. Este aspecto levanta um problema, apesar das empresas terem noção desta realidade, não estão preparadas para ela. Este tipo de informação necessita ter uma arquitectura orientada a serviços (SOA) para a suportar. Assim, será este um dos desafios futuros desta área, tal como a coesão e alinhamento com os processos de negócio.


A conjuntura económica actual serviu também para esta generalização do BI, ou seja, criou a necessidade nas empresas de se tornarem mais competitivas. Quando surgem estes períodos menos favoráveis é necessária uma gestão mais refinada, rigorosa e detalhada. É exactamente ai que surge as ferramentas de BI, possibilitando assim uma visão clara e detalhada sobre a realidade actual da empresa.


Para futuro e com um mercado cada vez mais saturado, e consequentemente, mais concorrencial, prevê-se que os gestores queiram ter mais e melhor informação, pelo que as áreas de BI irão necessariamente crescer em vários níveis. 

Outro aspecto que importa referir na área do BI é a consolidação do mercado. Existem agora quatro grandes fornecedores de soluções de BI, que são a IBM, a Microsoft, a Oracle e a SAP que com as recentes aquisições vieram assim marcar a sua posição neste mercado. Esta mudança levou a uma alteração nas soluções e do mercado. Passamos a ter soluções mais abrangentes e completas, que se vão diferenciar pela integração e pela metadata, e um mercado assente em megavendors. Este mercado conta ainda com o SAS, considerado um outsider, mas sempre referenciado em todas as previsões futuras desta área tais como o Hype Cycle da Gartner. 


Mas nem tudo contribuiu para esta generalização do BI. Os custos adjacentes de uma implementação são elevados, e a qualidade do processo de implementação é crucial para aumentar o reconhecimento destas soluções. Contudo, tem havido uma evolução significativa neste contexto, sendo necessário rever conceitos como o do próprio BI que tem de ser interpretado como uma iniciativa estratégica e corporativa, implementado de forma gradual (nunca perdendo a visão do todo), conseguindo-se assim rápidos retornos em diversas perspectivas, eficiência, eficácia, controlo, tomada de decisão, conhecimento e valor. 


(*) Consultor da Mind Source