Informações e notícias sobre Business Intelligence e Tecnologia.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fonte: Portal Segs


Rede de Hospitais São Camilo utiliza BI para planejamento estratégico


A aplicação, desenvolvida com o objetivo de atender às necessidades do Balanced Scorecard (BSC), permite aos gestores um acompanhamento online e gerenciamento das metas, indicadores, processos, planos de ação e projetos
 
O business intelligence (BI) permite às instituições de saúde reunir em uma única plataforma todas as informações das diversas unidades de apoio da instituição hospitalar, possibilitando o monitoramento e comparação do desempenho da instituição com outras referências no mercado, gerando mais competitividade e facilidade na tomada de decisões. Dentro desse contexto, visando consolidar, padronizar e disponibilizar indicadores de desempenho, qualidade e processos, a Rede de Hospitais São Camilo implementou uma plataforma de BI da MicroStrategy. O resultado foi um ganho em confiabilidade das informações, que passaram a ser distribuídas e acompanhadas online pelos gestores de todos os níveis de operação. 
 
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo é formada por três Unidades localizadas nos bairros paulistanos da Pompeia, Santana e Ipiranga, com capacidade para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade. As três unidades contam com 620 leitos e um quadro clínico de aproximadamente seis mil médicos altamente capacitados, que prestam atendimento humanizado e com qualidade a mais de três milhões de pacientes por ano. 
 
Segundo Alexandre Oliveira Menezes, gerente de TI corporativo do Hospital São Camilo, a aplicação de BI foi desenvolvida especificamente para atender às necessidades do Balanced Scorecard (BSC), possibilitando à instituição hospitalar a criação de uma cultura de gestão estratégica, capaz de gerar alinhamento, foco e facilitar a execução de um planejamento participativo. Anteriormente à implementação, as informações gerenciais não eram consolidadas e estavam disponíveis em planilhas, com redundância e dados divergentes.
 
“As informações tornaram-se qualitativas e passaram a ser disponibilizadas de maneira mais ágil. Por meio de indicadores estratégicos, conseguimos acompanhar todas as metas e objetivos em tempo real. Com isso é possível adotar, quando necessário, planos de ação para correção de desvios, por exemplo”, ressalta Alexandre.
 
Um portal centraliza todos os dados estatísticos, indicadores e, principalmente, a aplicação de BSC. Essas informações são disponibilizadas a todas as áreas dos hospitais pertencentes à Rede São Camilo. As lideranças tanto dos departamentos administrativos como da área assistencial, incluindo desde o superintendente  até supervisores ou encarregados, têm acesso a essas informações.  O tamanho do banco de dados da instituição é de aproximadamente 600 GB.
 
A solução de business intelligence da MicroStrategy é utilizada desde 2000 em conjunto com o MV Portal, que é um portal de informações gerenciais e consolidadas que disponibiliza conteúdos via web, gerados pelo ERP MV2000, ferramenta de gestão desenvolvida pela MV Sistemas. A Rede São Camilo também utiliza o MicroStrategy Architect ™ para  desenvolver e agregar ao Portal dados de outros sistemas, como por exemplo, o da área de recursos humanos, que não  é gerenciado pelo ERP da  MV. 
 
Em relação aos planos futuros, diante dos resultados positivos, a ideia é continuar estendendo a aplicação do BI dentro da instituição. O próximo passo será atender a demanda da área médica por indicadores clínicos. “Já iniciamos um projeto piloto e o resultado foi recebido com entusiasmo pelo  corpo clínico. Também temos como objetivo um projeto de geração de indicadores na área da qualidade, devido às certificações nacionais e internacionais que a Rede possui, como por exemplo, ONA (Organização Nacional de Acreditação), Acreditação Canadense e agora a Joint Commission”, explica o executivo.
 
Sobre a MicroStrategy
 
Fundada em 1989, a MicroStrategy é líder global em tecnologia de business intelligence (BI). O software da MicroStrategy permite que organizações líderes em todo mundo analisem uma vasta quantidade de dados armazenados corporativamente para melhores tomadas de decisões. A plataforma da MicroStrategy disponibiliza informações acionáveis para os usuários de negócios via web e dispositivos móveis, incluindo iPad, iPhone e Blackberry. As companhias escolhem a MicroStrategy pela sua facilidade de uso, análises sofisticadas e superior escalabilidade de dados e usuários. A MicroStrategy  disponibiliza download gratuito de seu software para gerar relatórios em seu website. Para saber mais sobre a MicroStrategy (Nasdaq: MSTR) visite www.microstrategy.com e nos siga no Facebook (http://www.facebook.com/microstrategy) e no Twitter (http://www.twitter.com/microstrategy).
 
MicroStrategy, MicroStrategy Business Intelligence Plataform e MicroStrategy 9 são marcas registradas da MicroStrategy Incorporated nos Estados Unidos e em diversos países. Outros nomes de produtos e companhias mencionados aqui podem ser marcas registradas de seus respectivos proprietários.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Minersus - Ambiente de mineração de dados do SUS

Fonte: Minersus.org

O Projeto

Início

O projeto teve sua origem como uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, cujo resultado prático foi um ambiente para mineração de dados disponível para uso, denominado MINERSUS.


Motivação

A Saúde Pública é garantida a todos os cidadãos brasileiros através do Sistema Único de Saúde (SUS) que se materializou, juridicamente, com a Constituição Federal de 1988 e pelas Leis Orgânicas da Saúde em 1990. 
A operacionalização deste complexo Sistema de Saúde demanda um grande volume de informações para subsidiar mecanismos de controle, processos, procedimentos e, sobretudo, a tomada de decisão e a elaboração de políticas públicas de Saúde. A coleta, processamento e disseminação de informações para o SUS é de responsabilidade de um órgão subordinado ao Ministério da Saúde, denominado Departamento de Informática do SUS (DATASUS) que, para cumprir essa tarefa, desenvolveu vários sistemas de informação destinados à gestão do SUS, tais como, Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA), Sistema de Informações Hospitalares (SIH), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC).
Embora os sistemas do DATASUS produzam um grande volume de informação, eles não estão integrados, cada sistema mantém seus dados em bases isoladas, e, conseqüentemente, o uso de técnicas e ferramentas computacionais destinadas à produção de informação gerencial torna-se muito difícil.
A dificuldade para mineração e extração de informação gerencial, a partir das bases de dados do SUS, evidenciou a necessidade da criação de um ambiente computacional adequado à produção de informações para apoio na gestão da Saúde Pública, contendo as bases dos diversos sistemas integradas e ferramentas adequadas à mineração e ao processamento analítico dos dados.
A criação de um ambiente computacional que permita a produção de informação gerencial a partir dos dados dos sistemas de informação do DATASUS pode representar um importante elemento de apoio à gestão da Saúde Pública, além de contribuir para os estudos epidemiológicos e os de vigilância sanitária. 
A ciência da computação apresenta técnicas e ferramentas destinadas ao processamento analítico (OLAP - On-line Analytical Processing) e à descoberta de conhecimento em bases de dados (Mineração de Dados). A aplicação dessas técnicas aos dados dos sistemas de informação do DATASUS pode representar um importante elemento de apoio à gestão da Saúde Pública, além de contribuir para estudos epidemiológicos e de vigilância sanitária.
As técnicas OLAP e de mineração de dados vêm sendo aplicadas com êxito em diversos segmentos empresariais. Na área da Saúde, especificamente na Saúde Pública, há exemplos bem sucedidos da aplicação dessas técnicas, porém, há algumas particularidades no contexto brasileiro que dificultam a sua aplicação. Ajustes são necessários para que os resultados sejam tão eficazes como em outros segmentos do mercado. Alguns pontos, como falta padronização, tabelas versionadas, integridade referencial e outros contribuem para a dificuldade na aplicação de tais técnicas no contexto da Saúde Pública brasileira.
Apesar dos problemas e dificuldades, os benefícios que podem ser obtidos motivaram os esforços para o projeto e desenvolvimento de um ambiente computacional para extração de informações através da mineração das bases de dados do SUS.
Partindo da necessidade de criação deste ambiente surgiu uma pergunta: Quais são os componentes adequados para este ambiente? Esta questão foi adotada como objeto de pesquisa e sua resposta constitui o objetivo deste trabalho, que é a proposição e implementação de um ambiente computacional capaz de extrair informações analíticas através da mineração das bases de dados do SUS.


Características do Ambiente

O ponto de partida foi a investigação dos principais desafios e peculiaridades para implantação de uma solução analítica na área da Saúde Pública, e, com base nestes desafios, foram estabelecidas algumas premissas para o ambiente computacional: 
As principais premissas estabelecidas para o ambiente foram:
-          Produzir a informação a partir de um armazém de dados que integra os dados dos diversos sistemas do SUS;
-          Prover um mecanismo para efetuar a carga dos dados, dotado de funcionalidades destinadas à solução dos problemas de qualidade dos dados;
-          Prover um mecanismo que facilite a análise tempo-espacial de eventos, como, por exemplo, epidemias;
-          Prover um mecanismo para tratar adequadamente o versionamento das tabelas;
-          Integrar as técnicas OLAP e de Mineração de Dados de maneira transparente ao usuário, como parte do processo analítico num fluxo gradativo e contínuo;
-          Prover uma interface simples para o usuário extrair a informação gerencial sem a necessidade de um especialista para preparar os dados ou criar relatórios.
O ambiente computacional proposto foi implementado integralmente, incluindo a análise e documentação das bases de dados dos sistemas do SUS, a modelagem do armazém de dados, a carga dos dados, a implementação dos componentes para carga e produção de informação.
Os componentes propostos para o ambiente são dotados de características adequadas ao contexto dos sistemas de informação do SUS, como por exemplo, downloads e extração de arquivos que, embora sejam tarefas simples, consumiriam aproximadamente três horas de trabalho em cada carga. Outros recursos, tais como análise de estrutura, análise de conteúdo e versionamento de tabelas, contribuem para garantir a qualidade da informação produzida.
O uso de assistentes com textos explicativos para conduzir as ações do usuário, mostrou-se uma estratégia decisiva para a facilidade de uso da ferramenta, além de reduzir a possibilidade de o usuário produzir informações inadequadas. Isto facilitaria a disseminação do ambiente para outros usuários, além de gestores da saúde pública, como pesquisadores, estudantes e até mesmo cidadãos comuns.
Uma das grandes contribuições proporcionadas pelo ambiente é a agilidade na elaboração de relatórios integrando dados dos diferentes sistemas da saúde pública. No contexto atual, a produção de um relatório contendo dados de diferentes sistemas do SUS demanda um esforço de cinco horas, em média, de um profissional com habilidade num conjunto de ferramentas necessárias à obtenção, extração e integração de dados. Com o ambiente, o próprio gestor da saúde consegue obter tais informações em alguns minutos.
A integração das tecnologias OLAP e de Mineração de Dados no ambiente proposto é bem mais abrangente do que a simples existência das duas tecnologias numa mesma plataforma; as atividades de mineração de dados complementam o processo analítico, dando ao gestor de saúde mais informação que a produzida pela tecnologia OLAP.
Um dos diferenciais entre o ambiente proposto e algumas ferramentas para mineração de dados existentes, é a abrangência. Tais ferramentas são destinadas exclusivamente para a mineração de dados, enquanto o ambiente proposto permite desde a emissão de um simples relatório até a descoberta de conhecimento (por exemplo, gastos abusivos) por meio das técnicas de mineração, e tudo isto num fluxo gradativo e contínuo, sem a necessidade de um profissional de informática para preparar os dados ou criar relatórios.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Opinião: Alterações de mercado levam à generalização do Business Intelligence

Fonte: Sapo.pt

Alterações de mercado levam à generalização do Business Intelligence
Por Ricardo Ricarte (*)


Actualmente estamos a assistir a uma generalização da área de Business Inteligence (BI). A tecnologia que até hoje só estava ao alcance "dos grandes", ou a um grupo restrito de utilizadores, principalmente devido ao preço das ferramentas e dos projectos, é hoje uma tecnologia muito mais acessível a todas as empresas e a um número maior de utilizadores. 


Esta generalização é o resultado das muitas alterações do mercado de BI dos últimos anos, mas ainda longe da sua maturidade. Salientam-se algumas dessas alterações como o aparecimento de soluções Open Source, que vieram fortalecer as ofertas nesta área. Mas talvez a maior alteração é o crescimento da noção de informação, como elemento estratégico e fundamental para a empresa. 


Ricardo RicarteCada vez mais, existe a necessidade da informação em tempo real, para fundamentar e suportar a tomada de decisão. Esta nova realidade levou a que os fabricantes se aproximassem mais dos clientes e do seu negócio, a fim de entenderem as suas necessidades. Com esta nova visão surgiu no mercado o BI operacional, que veio introduzir nos processos analíticos das empresas a estrutura do negócio operacional, capaz de desencadear estas mesmas tomadas de decisão. A ideia é fornecer aos utilizadores informação inteligente em tempo real, alinhada com a estratégia da empresa, contribuindo assim para alcançar a perfeição operacional.


Para que o BI operacional consiga fornecer esta informação é necessário que seja alimentado por dados real-time. Este aspecto levanta um problema, apesar das empresas terem noção desta realidade, não estão preparadas para ela. Este tipo de informação necessita ter uma arquitectura orientada a serviços (SOA) para a suportar. Assim, será este um dos desafios futuros desta área, tal como a coesão e alinhamento com os processos de negócio.


A conjuntura económica actual serviu também para esta generalização do BI, ou seja, criou a necessidade nas empresas de se tornarem mais competitivas. Quando surgem estes períodos menos favoráveis é necessária uma gestão mais refinada, rigorosa e detalhada. É exactamente ai que surge as ferramentas de BI, possibilitando assim uma visão clara e detalhada sobre a realidade actual da empresa.


Para futuro e com um mercado cada vez mais saturado, e consequentemente, mais concorrencial, prevê-se que os gestores queiram ter mais e melhor informação, pelo que as áreas de BI irão necessariamente crescer em vários níveis. 

Outro aspecto que importa referir na área do BI é a consolidação do mercado. Existem agora quatro grandes fornecedores de soluções de BI, que são a IBM, a Microsoft, a Oracle e a SAP que com as recentes aquisições vieram assim marcar a sua posição neste mercado. Esta mudança levou a uma alteração nas soluções e do mercado. Passamos a ter soluções mais abrangentes e completas, que se vão diferenciar pela integração e pela metadata, e um mercado assente em megavendors. Este mercado conta ainda com o SAS, considerado um outsider, mas sempre referenciado em todas as previsões futuras desta área tais como o Hype Cycle da Gartner. 


Mas nem tudo contribuiu para esta generalização do BI. Os custos adjacentes de uma implementação são elevados, e a qualidade do processo de implementação é crucial para aumentar o reconhecimento destas soluções. Contudo, tem havido uma evolução significativa neste contexto, sendo necessário rever conceitos como o do próprio BI que tem de ser interpretado como uma iniciativa estratégica e corporativa, implementado de forma gradual (nunca perdendo a visão do todo), conseguindo-se assim rápidos retornos em diversas perspectivas, eficiência, eficácia, controlo, tomada de decisão, conhecimento e valor. 


(*) Consultor da Mind Source

sexta-feira, 29 de julho de 2011

BI 3.0: Mais forte e mais rápido

Fonte: Cetax Consultoria


BI 3.0: Mais forte e mais rápido

Evolução do Business Intelligence 

Atualmente estamos presenciando o surgimento de novas formas para a utilização do BI nas organizações, esse avanço é conhecido como BI 3.0 – a nova geração de soluções de BI.
Inicialmente o BI era utilizado para compilação de dados. Após a compilação desses dados era realizada uma análise para extrair dos mesmos informações preciosas para a gestão da empresa, esse processo é conhecido como BI 1.0. A utilização dessa tecnologia foi rapidamente disseminada entre as grandes empresas porém os gerentes requisitavam uma maior velocidade na compilação dos dados, e nesse momento surge o BI 2.0. Essa evolução proporcionou a apresentação das informações em tempo real, além novas ferramentas como painéis, KPI´s e Scorecards.
Hoje nos deparamos com o BI 3.0, que se apresenta como muito melhor, mais rápido e mais forte. Essa evolução está centrada em 5 principais características:
• Nova abordagem para a modelagem de dados - A capacidade de absorver dados on-the-fly na memória através de tecnologias. Isto permite às organizações a analisar novos dados, ou observar os dados antigos em novas formas, sem a necessidade de pré-definir como queremos analisá-lo.
• BI 3.0 para os gerentes -  O BI deve ser algo simples de utilizar, para que sua análise seja realizada diretamente pela pessoas que irão utilizar os dados, como por exemplo especialistas da área de marketing, gestão, vendas etc.

 BI em todas as plataformas  - As informações de Business Intelligence devem estar disponíveis para os tomadores de decisão onde é que eles estejam, sendo assim essa ferramenta deve ser adaptável em qualquer plataforma seja ela desktops, notebook, celulares etc.

 Inteligência Artificial – A ferramenta de Business Intelligence apresentam algumas informações que ela julga que serão importantes para a tomada de decisão ou até mesmo para auxiliar o tomador de decisão a encontrar novos caminhos para o negócio, proporcionanda a ele possíveis momentos de insight.

• Social BI – Agora os usuários podem trabalhar em conjunto para tentar encontrar melhores soluções e/ou caminhos mais lucrativos.

Algumas empresas de Business Intelligence já oferecem  o BI 3.0. Se você procura a otimização de suas ferramentas de BI essa é uma ótima oportunidade.

Orientação dos negócios em tempo real é grande tendência de Business Intelligence

Fonte: Acham


Orientação dos negócios em tempo real é grande tendência de Business Intelligence

— registrado em: 
27/07/2011 17:20
Orientação dos negócios em tempo real é grande tendência de Business Intelligence
Carlos Guimarães, diretor de Vendas de Business Analytics & Technology da SAP
A capacidade de orientar negócios em tempo real é a grande tendência de Business Intelligence (BI) ou inteligência corporativa, que consiste na gestão e aplicação de ferramentas tecnológicas para coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de dados destinados às tomadas de decisão.

No setor de varejo, por exemplo, assim que um consumidor compra determinado produto e passa no caixa, com o BI em tempo real, é encaminhada ao estoque a mensagem instantânea de que haverá necessidade de reposição na gôndola, permitindo à companhia um gerenciamento mais adequado de mercadorias e recursos financeiros.

Em outra ilustração, uma revendedora de veículos pode checar a rentabilidade de cada carro negociado em sua rede exatamente nos momentos em que ocorrem as vendas. Portanto, o BI, quando bem implementado, alavanca a performance das organizações, segundo especialistas que participaram nesta quarta-feira (27/07) do Fórum Business Intelligence promovido pela Amcham-São Paulo.

“O BI tem como objetivo preencher o gap entre a estratégia e a execução. Como as oportunidades e os desafios exigem cuidados diários das empresas, a tendência é que o BI incorpore cada vez mais informações em tempo real”, ressaltou Carlos Guimarães, diretor de Vendas de Business Analytics & Technology da SAP, especializada em soluções de Tecnologia da Informação para o meio corporativo.
Cenário

Recentemente, uma série de transformações tem impactado a maneira de se conduzirem as operações nas companhias e também como devem estruturar o BI. Guimarães explica que o mundo passa por uma explosão de informações, sendo que levantamentos indicam que, a cada 18 meses, dobram os dados para tomadas de decisão nas organizações.
O fenômeno da mobilidade é outra variável a ser considerada porque projeta-se que, até 2013, os smartphones e tablets serão os principais meios de acesso à internet. Além disso, estima-se que 80% das novas ofertas de software neste ano estarão disponíveis via cloud computing (servidores compartilhados e interligados por meio da internet).

Nesse sentido, destaca Guimarães, será fundamental que as empresas busquem  estruturas de armazenamento de dados mais robustas e atuem na disponibilidade de dados em tempo real, que possam ser acessados em dispositivos móveis em qualquer lugar do mundo.

Caminhos
As empresas que já evoluíram nos sistemas transacionais  como o ERP  (Enterprise Resource Planning) para controle das compras, vendas, estoque, entre outros, agora têm de integrá-los de forma estruturada com ferramentas de análise. Um erro comum a ser evitado é que companhias invistam nesses dois sistemas, mas eles sigam funcionando estanques, o que leva a um trabalho demorado e custoso para a centralização de informações e geração de relatórios.

Outro desafio na implementação do BI, conforme Guimarães, está na conjugação das informações internas, do dia a dia das operações, com as externas, disponíveis, por exemplo, nas mídias sociais e em sites na internet.

Na avaliação de Daniel Lázaro, líder da área de Gestão de Informações e Análises para América Latina da Accenture, empresa global de consultoria de gestão, o BI não deve ser conduzido somente pelas áreas de TI, mas exige sim uma abordagem multidisciplinar.
Um programa de gestão de BI deve envolver todos os departamentos para que definam quais dados são relevantes ao negócio, o tempo de coleta e compilação e quais serão os usos. Outra orientação é a estipulação dos conceitos - por exemplo, todos devem ter o mesmo entendimento sobre o que são vendas líquidas, que podem ser as vendas brutas menos impostos. Somente assim, é possível chegar a relatórios consistentes. “É necessária a confiabilidade dos dados”, reforçou Lázaro.

Dia a dia
João Carro Aderaldo, diretor comercial da Schneider Electric, indústria de disjuntores, interruptores e outros produtos e soluções na área de energia, ressaltou no fórum da Amcham que a aplicação de Business Intelligence tem auxiliado nos direcionamentos da empresa.  “O desvio nas previsões por famílias de produtos caiu de 40% para 12%”, enfatizou.
O mercado de componentes eletrônicos tem de ser ‘pensado’ com dois a três anos de antecedência. Segundo ele, além ser positivo na análise e políticas vendas, o BI leva a eficiência fabril.

No caso da Amil, o BI foi fundamental no processo de IPO, oferta inicial de ações. “Foi possível comprovar a viabilidade da abertura de capital aos órgãos reguladores”, disse Antonio Julio Gualter, gerente de Business Intelligence da operadora de planos de saúde.
De acordo com, ele o trabalho de inteligência foi importante nos processos de aquisições de 11 empresas entre 2005 e 2009, além de garantir suporte às equipes de vendas e contribuir para as ações de mitigação de riscos da carteira de clientes. “Para a Amil, BI é um triângulo no qual cada lado é igual, representando tecnologia da informação, administração e marketing.”

Marco Dyodi Takahashi, diretor de Indicadores do Negócio da NET, do segmento de TV a cabo e banda larga, avalia que o BI é fundamental para aprimorar a qualidade da oferta de serviços. “Para que funcione, deve-se instituir um modelo de governança, com papéis e responsabilidades bem definidas em relação aos indicadores”, apontou.

Para Gustavo Zanardi Chicarino, diretor de Estratégia, Marketing e Novos Negócios da Endered Brasil, que atua no segmento de cartões e vouchers de serviços pré-pagos e é proprietária da marca Ticket, BI contribui para estratégias de vendas direcionadas, conforme as particularidades dos mercados de nove regiões identificadas pela empresa no País.
“Ao analisarmos nossos clientes, notamos que as vendas de um segundo produto são mais fáceis do que as do primeiro”, acrescentou sobre outra oportunidade que foi captada, de venda de mais produtos para os clientes já existentes.

Por: Daniela Rocha

** A reprodução deste conteúdo é permitida desde que citada a fonte Amcham.