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terça-feira, 12 de julho de 2011

TI deve representar 5% do PIB brasileiro em 2014

Fonte: Olhar Digital


TI deve representar 5% do PIB brasileiro em 2014

Para acompanhar o crescimento do setor, Brasscom quer formar 300 mil profissionais, utilizando recursos de programa do Governo
20 de Junho de 2011 | 08:30h

Uma pesquisa da IDC, apresentada na última semana pela Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) ao ministro das Comunicações, Aloizio Mercadante, revela que, em 2010, a venda de software, hardware e serviços de TI movimentou US$ 85,9 bilhões. Com isso, o setor representou 4% do PIB (Produto Interno Brasileiro), contra 3,25% no ano anterior.

Se considerados os gastos com TI em geral – o que inclui os investimentos realizados em tecnologia pelas corporações –, o mercado gerou US$ 165 bilhões, no último ano. Assim, o Brasil passou da oitava para a sétima posição no ranking dos países que mais investem em tecnologia.

E as estimativas são de que, se o setor de TI mantiver o ritmo de crescimento de 10% ao ano, contra cerca de 4% da economia brasileira, deve representar 5% de todo o PIB nacional, até 2014. “Mas isso vai depender de diversos fatores, como custo, câmbio e recursos humanos”, aponta Edmundo Oliveira, diretor de Marco Regulatório da Brasscom.

Para enfrentar as principais barreiras do setor, a Brasscom defende uma proposta para redução dos impostos que incidem sobre a folha de pagamento das empresas de TI (leia matéria anterior), assim como o estímulo à formação de mão de obra qualificada.

“Até 2014, queremos formar 300 mil pessoas em TI”, informa o diretor. Para isso, ele aposta no uso de novas linhas de financiamento do Governo Federal, ligadas ao Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego). Este último, anunciado no final de abril pela presidente da República, Dilma Roussef, e que deve ser promulgado até julho.

Oliveira explica que, graças ao programa, estudantes e trabalhadores terão acesso a condições diferenciadas de financiamento para formação técnica. Da mesma forma, as empresas poderão utilizar os recursos para qualificar profissionais.

Além dos incentivos à formação, Oliveira destaca que outra bandeira defendida pela Brasscom é que o Governo invista na inovação. “Isso precisa ser melhor explorado no Brasil”, afirma. Ainda segundo ele, sem um cenário propício à criação de novos produtos e serviços competitivos internacionalmente, ficará impossível para o País concorrer com mercados como a Índia.

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